Este é um blog pessoal, onde colocarei textos escritos por mim em momentos de alegria e de angustia e textos que chegam em minhas mãos através de e-mails de amigos e que de alguma forma tocam meu eu interior.

8 de junho de 2017

Desarmonia Interior

Há dias em que não sabemos como agir, ou qual a atitude que devemos tomar. São momentos em que somos tomados pela dó, pela pena por alguém. Nos esquecemos de que ninguém é digno de pena ou dó. Sempre temos sim que ser compassivos, amar, ter misericórdia pela pessoa, por suas atitudes, seus sentimentos.
Todos temos capacidade de sobrepujar nossos problemas, nossas dificuldades e quando isso não é possível por limites físicos, espirituais ou morais, sempre podemos contornar como o rio na natureza quando encontra um obstáculo no seu percurso; abrir novos caminhos por onde iremos continuar nossa vivência.
Se nos deixarmos tomar pela dó, tomamos para nós uma dor que não é nossa, que não nos foi dado viver, mas nos foi dado o compartilhar, amar, ser compassivo e quando possível caminhar, abrir novos caminhos ou sobrepujarmos juntos e não estagnarmos na situação pela pena.
Ajuda sempre teremos seja espiritual ou física. Cabe a nós querer aceitar ou ficar no nosso vitimismo, na nossa dor, na pena de nós mesmos. De resolvermos olhar para nosso interior e começarmos com um passo de cada vez nossa reforma intima, não ter pressa, não querer que tudo se resolva em um passe de mágica, não existe mágica, existe esforço, luta interior, lágrimas de alegria a cada pequena vitória, a paz de saber que nos aceitamos e estamos fazendo o que nos cabe fazer para sobrepujar ou contornar o que não está bem em nossa vida. Aprendendo a cada passo que tudo segue na consciência moral, no amor, no perdão, na alegria, no consenso que tudo parte do nosso interior, do desejo de querer prosseguir a caminhada em harmonia com o amor.

31 de maio de 2017

Fé, amor, respeito e caridade

Um dia uma pessoa me disse agora você encontrou sua fé. Não entendi o que realmente ela estava me dizendo por que não estava procurando religião e sempre tive meu próprio jeito de viver minha religião.
Nunca gostei de rótulos de sou católica, carismática (isso todos nós somos, temos nossos próprios carismas que nos fazem ser indivíduos únicos), espírita, evangélica, budista e por aí vai...
Sempre respeitei e quis ser respeitada em minhas crenças e na evolução de crenças e quebra de preconceitos que muitas vezes as religiões nos impõem.
Nunca vi Deus ter religião, Jesus ou Maria de Nazaré assumindo essa ou aquela crença. Sempre o que vi, li na bíblia e em tantos livros cristãos é o amor ao Criador de tudo e de todos, o amor e o respeito à sua criação, a caridade para com o outro e para consigo mesmo.
Rótulos sejam de que espécie foram sempre me incomodaram, me dá a impressão que somos robôs criados em série e funcionando todos da mesma maneira. Se Deus é tão criativo para criar o universo porque não seria para nos criar?
Nosso livre arbítrio nos leva por diversos caminhos, uns bons outros não tão bons, mas sempre temos a chance do retorno ou de uma nova oportunidade para concertar o que não fizemos do modo correto, não fizemos com amor e respeito e sim com o egoísmo, a ganância e a vaidade do e pelo poder.
Se vivermos nesta ou naquela religião, seita ou filosofia com respeito e amor, sem querermos ser ou que nossa crença seja a melhor, todos cresceremos na experiência de vida das diferenças e aí sim viveremos no amor, na caridade e na fé pessoal, aquela que nos faz quere ser a cada dia melhores como pessoas e como filhos de Deus, vivendo seu amor em plenitude no nosso dia a dia, sem precisarmos esperar estarmos na eternidade.
Fé é pessoal e todos temos sendo crentes ou ateus, independente de denominações, agora amor, respeito e caridade se aprende a sentir e a vivenciar.

30 de maio de 2017

Saudade

Meu nome é saudade.
Saudade de pessoas, momentos alegres ou tristes, lugares, amores....
Emoções se misturam e a saudade vai se instalando. Muitas vezes um sentimento bom de falta, mesmo sem sabermos definir a causa da saudade.
Saudade não é sinônimo de tristeza, embora possam rolar algumas lágrimas pelo nosso rosto. É um sentimento bom de falta do que já tivemos e não teremos mais; estamos em outro momento, outros sentimentos, outras vivências que um dia vão afagar nosso coração com a saudade do agora que já foi.
Já estamos em outro momento que já vai deixando saudade mesmo que não seja muito bom, mas a experiência que estamos vivendo e a riqueza de aprendizado vai sendo guardado na gavetinha da saudade.
Saudade é sentirmos que estamos vivos em nossas experiências passadas.
Saudades.........

25 de janeiro de 2017

Raízes

Algumas pessoas, nascem e morrem onde nasceram, mesmo com uma vida bem longa. Parecem árvores centenárias com suas raízes se esparramando, muitas vezes no escondido da terra, outras se espalhando sobre a terra onde todos possam vê-las e admira-las.
Outras pessoas saem de onde nasceram, vão procurar novos lugares onde possam se enraizar, encontram e aí ficam.
No entanto outras nascem sem criar raízes profundas em nenhum lugar, mas por onde passam vão deixando sementes da sua passagem pelo local. São pessoas que a alma precisa voar, precisa conhecer novas almas, novos lugares, sonhar sem saber que está sonhando muitas vezes, porém sempre buscando mais, não coisas materiais, buscando o para que veio, ou para a missão a que se destinam.
Quando criam consciência que não são cidadãos de um só lugar, mas cidadãos do Mundo, do Universo, sua alma fica leve e por onde passam deixam sua marca, em amigos, em feitos. Necessitam de novos conhecimentos, novos saberes, criar, plantar e procuram fazer um mundo melhor ao seu redor e com os com elas vivem. São amadas, invejadas, caluniadas, muitas vezes choram a angustia da incompreensão ou de estarem sós; não são solitárias e nem sofrem de solidão, precisam de seu canto, de seu espaço de refazimento e tem consciência dessa necessidade.
São pessoas alegres, que se exigem muito, mas também exigem do outro, embora tenham sempre uma desculpa para o outro, mas não para si mesma.
Sentem muitas vezes necessidade de criar raízes, se entregar ao convívio com as pessoas, com a comunidade, mas logo sua alma anseia por novas oportunidades que nem elas mesmas sabem qual é o anseio. São livres e ao mesmo tempo prisioneiras da liberdade, travam grandes batalhas com elas mesmas e quando a alma perde se sentem realizadas momentaneamente, mas logo a necessidade de novos voos, que não precisam ser de mudança de lugares, mas de atitudes, de trabalhos, lazeres, mudanças interiores que lhe trazem um novo ver na sua liberdade, amam muito, mas muitas vezes parece que não amam ninguém por essa necessidade de estar só de criar asas .
São almas errantes ou então almas que sabem que há um proposito para tudo isso, porem ainda não chegaram até ele e continuam querendo alçar voo.
Quando acreditam que chegaram se entregam, se alegram, ficam em harmonia com elas mesmas, se ferem, não compreendem ou são incompreendidas, lutam até o momento em que a inquietação da alma as levam para alçar novos voos. Quando o medo toma conta, vão buscar sua força no Senhor da Vida, procuram a harmonia e quando aceitam partir para o novo voo o coração se acalma e tudo flui.
Sonhar com raízes profundas, aparentes ou levadas pelo vento para muitos lugares sempre nos leva a novos conhecimentos de nós mesmos e da vida, nos leva mudanças e as mudanças interiores feitas para o amor incondicional, nos liberta, nos dá alegria e paz interior, e fazemos muito pouco sempre, mas procuramos fazer nosso melhor para todos o que reflete ao nosso redor e novas sementes são levadas pelo vento do amor para muitos lugares e não só ao nosso redor vai melhorando, mas o Universo todo recebe vai espalhando essas sementes.
O mundo vai se abrindo e colorindo sem mesmo percebermos como e que estamos fazendo parte dessa semeadura, a tristeza, o ódio e a desarmonia vão desaparecendo nos corações, nas palavras e nas atitudes, vamos deixando de ser um individuo egoísta para sermos indivíduos que amam e respeitam o próximo e a si mesmos, desapegados, deixando sua alma voar, sonhar.